Você sabe o real valor de algo ou de alguém que você gosta
muito??
Pois é!
Para saber o valor de um gole de água, pergunte a um
paciente que acorda depois de dias em uma UTI e não pode receber nada por via
oral...
Para saber o valor de poder morder com gosto uma maçã,
pergunte á alguém que não tem mais seus dentes...
Para saber o valor de um simples arroz com feijão, pergunte
a alguém que por conta de uma doença grave só pode se alimentar via sonda
nasogástrica...
Para saber o real valor de ouvir uma musica, pergunte a um
soldado que perdeu sua audição com o estrondo de uma bomba, enquanto servia sua
pátria...
Para saber o real valor de caminhar, pergunte a alguém que perdeu
suas pernas em um acidente...
Para saber o real valor de seus pais, pergunte a alguém que
perdeu seu pai ou sua mãe de forma inesperada...
Para saber o real valor da palavra Amar, pergunte a uma mãe
que acabou de perder seu filho...
Para saber o real valor de um beijo, pergunte á alguém que
acabou de perder seu grande amor...
Enfim, o ser humano é assim. Ele só dá valor real as coisas
depois que perde. E a droga é que ele acha que nunca vai perder as coisas ou
pessoas que estão ali, bem próximas a ele, na hora que ele precisar.
Às vezes ele está tão acostumado ter as coisas ali na hora
que ele precisa, que nem se dá conta de como aquilo é importante ou saboroso;
come ou bebe sem apreciar cada instante.
Assim como a água parece para muitos uma coisa tão sem graça
e sem sabor, mas se ele for privado de tê-la, isso fará com que ele sinta muita
falta dela.
Ocorre o mesmo no caso de pessoas: seus pais, ou amigo, ou cônjuge,
ou filho, ou colega está sempre ali quando você precisa. Você está tão
acostumado a tê-lo ali sempre que precisar, sempre que lhe convir, que acaba
não dando o carinho, atenção, respeito, amor, enfim Valor que ele merece. Mas
ele sempre está ali, te ouvindo, te cuidando, te respeitando, te aconselhando,
sendo para você o que ele queria que você fosse para ele...
Mas ao longo do tempo ele vai te dando amostras de que está
descontente, triste, incomodado com aquela situação. Ele te pede indiretamente
formas ou demonstrações de carinho, pequenos gestos que fariam toda a diferença
no relacionamento, mas nada...
Faltam-lhe os sorrisos sinceros, os abraços verdadeiros, as
trocas de carinhos sem interesses, os telefonemas sem nem imaginar, aquele
agrado sem data especial, aquele “- Você está bem?”, “- Precisa de algo?”, “-
Oi, como vc está?”, “- Senti sua falta!”, “-Você é importante pra mim!”...
E certo dia...
Os pais morrem, o amigo vai embora, o cônjuge
se vai, o filho vai embora, os colegas arrumam alguém mais interessante, e aí
sim vem o vazio, a falta, até mesmo o desespero. A mesma vontade de poder beber
aquele gole de água que lhe é violentamente privado. Você quer estar perto e
não pode e aí sim você lembra-se dos momentos bons que vivera ao lado daquela
pessoa, dos gestos de carinho que ela demonstrava por ti, do cuidado que ela
lhe tinha, do amor. Mas mesmo assim não se recorda dos gestos que negou a ela e
que á fizeram se distanciar, pouco a pouco e criar um enorme precipício entre
vocês...
Por isso te digo: De valor a água que pode beber; a comida
que tem em seu prato por mais simples que seja; ao dia que lhe é dado a cada
manhã seja ele frio, quente, seco ou chuvoso. De valor aos seus pais, aos seus
filhos, aos seus amigos ao seu amor, seja ele como for, ame-o como se fosse o
ultimo dia que pudesse estar ao seu lado, pois afinal você nunca saberá quando
esse dia será.
Amanhã essa pessoa por algum motivo pode querer ir embora e nunca
mais você voltará a vê-la.
Então aproveite o Hoje e de o Real Valor ao que você tem.
Autor: Carmen Lucia Sabino.
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